SINDICATO DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE PRESTADORAS DE SERVIÇOS DO ESTADO DE SÃO PAULO

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O setor de serviços no Brasil encolheu 5% no ano passado. Foi o pior resultado para um ano desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2012, e a segunda queda seguida. Em 2015, o setor registrou queda de 3,6%.

Em dezembro, as empresas de serviços faturaram 0,6% em relação a novembro e tiveram queda de 5,7% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, descontando o efeito da inflação. Foi o pior resultado para o mês de dezembro nessa comparação em cinco anos.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O setor inclui, por exemplo, salões de beleza, imobiliárias, oficinas mecânicas, escritórios de advocacia, agências de turismo, companhias aéreas e hotéis, entre outros.

O setor de serviços, que já foi um ponto de destaque na economia brasileira, perdeu força com o aumento do desemprego e a queda de renda do trabalhador, em meio à maior recessão em décadas enfrentada pelo país.

“Não dá para dizer que o setor de serviços entrou numa fase de recuperação. Outubro foi muito ruim e dezembro ficou longe de um bom resultado”, afirmou o coordenador da pesquisa no IBGE Roberto Saldanha.

 

Transportes pesam

Segundo o IBGE, o segmento de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio acumulou a maior queda no ano (-7,6%), com destaque para o transporte terrestre (-10,4%), influenciado diretamente pelo resultado fraco da indústria brasileira no ano passado devido à forte dependência do transporte de cargas.

“Para o setor de serviços reagir precisa que o setor industrial retome seu crescimento contínuo e que haja a retomada de investimentos que implicam na contratação de empresas e consultorias”, afirmou Saldanha.

 

Fonte: Uol